Câmara aprova projeto que protege críticas a autoridades e proíbe censura artística

28/08/2025 17:00 Central do Direito
Câmara aprova projeto que protege críticas a autoridades e proíbe censura artística

Proteção Constitucional à Liberdade de Expressão

A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que fortalece a proteção à liberdade de expressão, excluindo a possibilidade de punição por críticas direcionadas a autoridades e figuras públicas. A medida representa um marco na defesa dos direitos constitucionais de manifestação.

Principais Dispositivos do Projeto

O texto estabelece que não constitui crime nem dano moral a crítica, mesmo quando apresentada de forma mordaz ou irônica, contra órgãos públicos, políticos ou personalidades midiáticas. A proposta também institui proteção específica às manifestações artísticas, incluindo expressões humorísticas, vedando qualquer forma de censura ou limitação.

Entre as garantias previstas, destaca-se o direito de manifestação com pseudônimo, embora seja mantida a vedação ao anonimato. O projeto inova ao estabelecer que autoridades como presidente da República e ministros cometem crime de responsabilidade caso promovam ou incitem atos de censura.

Tramitação e Próximas Etapas

O Projeto de Lei 3504/21, de autoria da deputada Adriana Ventura (Novo-SP), foi aprovado com base no parecer do relator Gustavo Gayer (PL-GO). O deputado apresentou substitutivo que consolida o conteúdo de quatro projetos apensados sobre a matéria.

"Vivemos em tempos onde a liberdade de expressão está sendo recorrentemente relativizada e questionada", declarou Gayer, defendendo a proposta como avanço no fortalecimento dos direitos constitucionais. O projeto seguirá para análise nas comissões de Cultura e de Constituição e Justiça e de Cidadania em caráter conclusivo.

Impacto Legal e Social

A aprovação da medida pode representar mudança significativa no cenário jurídico brasileiro, oferecendo maior segurança jurídica para manifestações críticas e artísticas. Para se tornar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, seguindo o processo legislativo regular.