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Projeto Define Padrões de Qualidade para Alimentação em Presídios Brasileiros

Projeto Define Padrões de Qualidade para Alimentação em Presídios Brasileiros

Um projeto em análise na Câmara dos Deputados pretende estabelecer normas rígidas para a qualidade da alimentação fornecida nos presídios brasileiros. O PL 4317/24, de autoria dos deputados Duda Salabert (PDT-MG) e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), propõe alterações na Lei de Execução Penal e na Lei de Licitações para garantir condições dignas de alimentação nas unidades prisionais.

Requisitos nutricionais e intervalos entre refeições

A proposta determina que a alimentação fornecida deve ser suficiente, balanceada e composta por diferentes grupos alimentares, preparada com ingredientes frescos e adequados ao consumo humano. O texto também estabelece que o intervalo entre refeições não pode superar 6 horas durante o dia ou 12 horas entre a última refeição noturna e a primeira do dia seguinte.

Além disso, o projeto prevê que as restrições alimentares por questões de saúde, culturais ou religiosas sejam respeitadas, e garante alimentação adequada durante o trânsito entre unidades prisionais ou deslocamentos externos.

Mudanças nas licitações para garantir qualidade

O PL também modifica a Lei de Licitações, permitindo que editais exijam que o preparo das refeições seja feito a uma distância máxima de oito quilômetros do local de consumo, com tempo de entrega não superior a três horas após o preparo. A proposta ainda estabelece preferência para contratação de serviços que produzam refeições a menos de 4 km do local de consumo.

Para garantir a fiscalização, será obrigatória a coleta de amostras das refeições a serem enviadas à autoridade fiscalizadora competente.

Cenário atual de precariedade

Os autores da proposta argumentam que muitos presídios brasileiros têm "instituído a fome como modalidade de pena". Segundo nota técnica do Laboratório de Gestão de Políticas Penais da Universidade de Brasília, citada pelos deputados, 92% dos presídios brasileiros apresentam falta de variedade na alimentação, 30,79% não oferecem quantidade suficiente de proteína e 68% registram relatos de impurezas na comida.

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, de Saúde, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisará ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado.