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Ministra Macaé Evaristo pede apoio do Congresso para financiamento de políticas inclusivas para pessoas com deficiência

Ministra Macaé Evaristo pede apoio do Congresso para financiamento de políticas inclusivas para pessoas com deficiência

A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, defendeu nesta terça-feira (27) a importância do apoio do Congresso Nacional para garantir a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência no Brasil. Durante apresentação na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, a ministra enfatizou a necessidade de assegurar recursos adequados para financiar as medidas previstas tanto em convenções internacionais quanto na Lei Brasileira de Inclusão.

Fundo de financiamento para políticas inclusivas

Evaristo destacou a importância da aprovação do PL 244/23, apresentado pelo deputado Lula da Fonte (PP-PE), que propõe a criação de um fundo específico para financiar políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência e com autismo. "A implementação de uma política pública que crie um mecanismo de financiamento para as ações voltadas para pessoas com deficiência é fundamental para a realização dos direitos quando estamos falando de um grupo socialmente vulnerável", afirmou a ministra.

Dados alarmantes sobre analfabetismo

De acordo com dados do Censo 2022 do IBGE apresentados pela ministra, o índice de analfabetismo entre pessoas com deficiência é quatro vezes maior que o da população sem deficiência. Entre pessoas com 15 anos ou mais com alguma deficiência, 2,9 milhões são analfabetas, representando uma taxa de 21,3%, enquanto entre pessoas sem deficiência na mesma faixa etária esse índice é de apenas 5,2%. No grupo de 25 anos ou mais com deficiência, mais de 63% são analfabetos ou não concluíram o ensino fundamental.

Ações do ministério para inclusão educacional

A ministra apresentou algumas iniciativas já implementadas pelo Ministério dos Direitos Humanos para melhorar o acesso à educação. Entre elas, destacou a entrega de livros digitais para 20 mil alunos cegos ou com deficiência visual no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático, a formação de 3.500 profissionais em educação bilíngue fluentes em Libras, a aquisição de 1.500 ônibus acessíveis para transporte escolar em 2024 e a destinação de 10% das vagas do concurso para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) a pessoas com deficiência.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) reforçou durante o debate que é responsabilidade de todos trabalhar para diminuir as desigualdades no acesso à escola, afirmando que "devemos almejar a alfabetização e a acessibilidade educacional e linguística como um direito humano essencial".

De acordo com o último censo do IBGE, 14,4 milhões de brasileiros declaram ter alguma deficiência, o que representa 7,3% da população, sendo 8,3 milhões mulheres e 6,1 milhões homens.

A audiência pública foi realizada a pedido da deputada Daniela Reinehr (PL-SC).