Ministro da Justiça prioriza bloqueio de celulares em presídios e asfixia financeira

09/06/2026 19:30 Central do Direito
Ministro da Justiça prioriza bloqueio de celulares em presídios e asfixia financeira

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, apresentou na Câmara dos Deputados as principais estratégias do governo federal no combate ao crime organizado. Durante audiência nesta terça-feira (9), o ministro destacou quatro eixos prioritários para enfrentar as organizações criminosas no país.

Quatro eixos estratégicos contra o crime

Lima e Silva detalhou as prioridades da pasta em resposta ao convite dos deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP). O ministro enfatizou que a eliminação de celulares das prisões e a asfixia financeira das facções constituem o núcleo central da proposta governamental.

As estratégias incluem: integração da inteligência financeira e fiscal para rastrear recursos criminosos; modernização de 138 presídios estaduais para padrão de segurança máxima; reforço da perícia e bancos de DNA para aumentar a solução de homicídios; e ampliação do controle nas fronteiras contra o tráfico de armas, incluindo armas impressas em 3D.

Polêmicas sobre atuação da Polícia Federal

Durante o debate, o deputado Paulo Bilynskyj questionou ações controversas da PF, incluindo operações envolvendo o ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos e a abordagem a um cidadão em Presidente Prudente (SP) que exibia faixa crítica ao presidente.

O ministro defendeu a legalidade das ações policiais, explicando que a operação em São Paulo visou apenas apurar fato com aparência de crime, sem intenção censória. Sobre o episódio internacional, afirmou que houve apenas diálogo informal entre autoridades e que a decisão de prisão foi exclusivamente americana.

Regulamentação do ambiente digital

A deputada Maria Rosas (Republicanos-SP) abordou o papel das plataformas digitais na segurança online. Lima e Silva justificou o decreto governamental sobre crimes digitais citando decisão do STF e a urgência em conter crimes virtuais, exemplificando que mais de um milhão de usuários do Telegram no Brasil participavam de grupos de abuso sexual infantil em 2024.