slot gacor
slot gacor
slot gacor
slot gacor
slot gacor
Comissão aprova uso de drones armados pelas forças de segurança em situações excepcionais

Comissão aprova uso de drones armados pelas forças de segurança em situações excepcionais

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou proposta que regulamenta o emprego de drones em ações de segurança pública, fiscalização e pelas Forças Armadas. O texto permite, em situações excepcionais, o uso de drones armados e define regras para captação de imagens e proteção de dados.

Aprovação do Substitutivo

Por recomendação do relator, deputado André Fernandes (PL-CE), o colegiado aprovou o substitutivo da Comissão de Segurança Pública ao Projeto de Lei Complementar 36/25, do deputado Sargento Portugal (Pode-RJ). O novo texto detalha procedimentos operacionais e garantias jurídicas tanto para os agentes de segurança quanto para os cidadãos.

Para Fernandes, o uso de drones pelo crime organizado como vetores para ataques com explosivos ressalta a necessidade de o poder público ter ferramentas legais adequadas para combater essa nova modalidade de ameaça. Ele citou como exemplo o recente confronto entre policiais e organizações criminosas no Rio de Janeiro.

Uso de Armamento Letal

Um dos pontos principais da proposta é a autorização para o uso de armamento letal ou de menor potencial ofensivo acoplado aos drones. Segundo o texto, isso será uma medida excepcional, admitida apenas para cessar agressão injusta ou para neutralizar criminosos em flagrante delito.

O uso de força letal deverá seguir o princípio da subsidiariedade, sendo permitido apenas se armas não letais forem ineficazes. O disparo dependerá de ordem de superior hierárquico, salvo em casos de risco iminente à vida.

Aplicações e Operações

Os drones poderão ser empregados em patrulhamento ostensivo, policiamento de fronteiras, portos e aeroportos, além do combate ao tráfico de drogas e armas. As aeronaves também auxiliarão no monitoramento de presídios, perseguições policiais e cumprimento de mandados.

O projeto classifica as operações em ordinárias (planejadas) e extraordinárias (resposta imediata). Nas operações extraordinárias, os agentes poderão decolar sem plano de voo prévio, comunicando a autoridade aeronáutica posteriormente.

Proteção de Privacidade

O substitutivo estabelece regras rígidas para vigilância. A captação de imagens em locais públicos é permitida livremente, mas para monitorar o interior de domicílios será obrigatório mandado judicial específico. O texto proíbe mandados genéricos e o uso de equipamentos totalmente autônomos.

Próximos Passos

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Em seguida, será discutida e votada pelo Plenário da Câmara. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Conheça a tramitação de projetos de lei complementar