Comissão aprova projeto que proíbe liberdade provisória para violência doméstica

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou proposta que proíbe a concessão de liberdade provisória a pessoas acusadas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Mudanças no Código de Processo Penal

Atualmente, durante a audiência de custódia, o magistrado é obrigado a negar a liberdade provisória apenas se o acusado for reincidente, pertencer a organização criminosa ou portar arma de fogo de uso restrito. O projeto altera o Código de Processo Penal.

O colegiado aprovou substitutivo da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ao Projeto de Lei 3317/24, da deputada Silvye Alves (União-GO). A relatora alterou a redação original de "prática de violência contra a mulher" para "crime envolvendo violência doméstica e familiar contra a mulher".

Justificativa da Proposta

Laura Carneiro destacou que a mudança é necessária devido às estatísticas que mostram alta probabilidade de o agressor voltar a atacar a vítima se libertado antes do julgamento. "Ao negar a liberdade provisória, estamos garantindo uma camada adicional de proteção para as mulheres, evitando que enfrentem a constante ameaça de novos episódios de violência", defendeu.

Tramitação

A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para apreciação do Plenário da Câmara. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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