Uma comissão da Câmara dos Deputados aprovou novas diretrizes voltadas ao tratamento de pacientes com doenças renais crônicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida busca aprimorar o atendimento oferecido a milhões de brasileiros que dependem da rede pública para realizar procedimentos como hemodiálise e transplante renal.
O que muda com as novas diretrizes
As novas regras estabelecem protocolos mais claros para o acompanhamento clínico de pacientes renais, desde o diagnóstico precoce até as etapas avançadas da doença. A proposta prevê ainda a ampliação do acesso a medicamentos e terapias substitutivas da função renal, como a diálise peritoneal, que ainda é subutilizada no Brasil em comparação a outros países.
Impacto para o sistema de saúde
A doença renal crônica afeta cerca de 10% da população adulta brasileira, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Com as novas diretrizes, espera-se reduzir filas de espera, padronizar condutas médicas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes atendidos pelo SUS em todo o território nacional.
Próximos passos
Após a aprovação na comissão, a proposta seguirá para análise em outros colegiados ou para votação em plenário, conforme o rito legislativo aplicável. Caso aprovada em todas as instâncias, as novas diretrizes deverão ser implementadas pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios.