Aprendizagem profissional: como empresas formam talentos e combatem trabalho infantil

12/06/2026 14:30 Central do Direito
Aprendizagem profissional: como empresas formam talentos e combatem trabalho infantil

A contratação de aprendizes representa muito mais que o cumprimento de uma obrigação legal. Para empresas brasileiras, a aprendizagem profissional tem se consolidado como estratégia para formar talentos e contribuir para a transformação social de jovens em busca da primeira oportunidade no mercado de trabalho.

Campanha nacional marca Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

A Justiça do Trabalho lançou a campanha "Vida de Aprendiz: Começar certo faz toda a diferença" para marcar o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil (12 de junho). A iniciativa destaca a aprendizagem profissional como principal porta de entrada protegida para o mundo do trabalho, conciliando formação, experiência prática e permanência escolar.

Obrigatoriedade legal e benefícios empresariais

Conforme a Lei da Aprendizagem, empresas de médio e grande porte devem manter aprendizes em número equivalente a 5% e 15% das funções que demandem formação profissional. A contratação abrange jovens entre 14 e 24 anos incompletos, com carteira assinada e garantia de direitos trabalhistas.

Segundo Ismael Angelo, supervisor do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) no Distrito Federal, "a aprendizagem só existe quando o estudante tem o contrato assinado como aprendiz e está regularmente matriculado em uma entidade formadora".

Vantagens estratégicas para organizações

O programa oferece benefícios concretos às empresas: formação de talentos alinhados à cultura organizacional, renovação de equipes, facilidade de contratação futura e desenvolvimento de profissionais para o mercado. Amanda Araújo, especialista de Recursos Humanos do Centro Universitário de Brasília (CEUB), destaca que cerca de 50% dos jovens que concluem o programa são contratados pela própria instituição.

Impacto social e combate ao trabalho infantil

O ministro Alberto Bastos Balazeiro, coordenador nacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, enfatiza que "a forma mais eficaz de combater a exploração de crianças e adolescentes é justamente promover a aprendizagem profissional". A iniciativa beneficia jovens, fortalece negócios e gera impactos positivos para toda a comunidade, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva.