O modelo de trabalho mediado por plataformas digitais segue em expansão no Brasil e no mundo. Segundo dados do IBGE de 2024, mais de 1,7 milhão de brasileiros trabalham por meio de aplicativos e plataformas de serviços — um número que continua crescendo.
Custos transferidos aos trabalhadores
Enquanto as plataformas de transporte individual de passageiros se autodeclaram empresas de tecnologia e negam vínculo empregatício com os motoristas, elas transferem aos trabalhadores os custos e riscos da atividade. É o que aponta uma análise produzida pelo Centro de Pesquisas Judiciárias, Estatística e Ciência de Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Metodologia do levantamento
Os cálculos consideram o perfil de um motorista que trabalha 22 dias por mês, com oito horas diárias de operação e velocidade média efetiva de 25 km/h em contexto urbano — parâmetros representativos da realidade das grandes cidades brasileiras.
Números reveladores
Segundo os pesquisadores do TST, os motoristas que utilizam carro próprio desembolsam cerca de R$ 5.566 por mês, enquanto os que optam por carro alugado chegam a R$ 5.706 mensais. As despesas contempladas incluem combustível, manutenção, depreciação do veículo, seguros, tributos, pacotes de internet móvel, multas e alimentação.
Implicações para o debate trabalhista
O levantamento reforça o debate sobre a precarização do trabalho plataformizado no Brasil, tema que está no centro de discussões legislativas e judiciais. A análise integral do documento está disponível no site do TST e pode embasar decisões sobre a regulamentação do setor.
Acesse a íntegra do documento do TST.
Fonte: Secom/TST