Nova lei exige certificado de boas práticas para registrar medicamentos no Brasil

O Brasil passou a exigir a certificação em Boas Práticas de Fabricação (BPF) como condição obrigatória para o registro de medicamentos e insumos farmacêuticos no país, sejam eles produzidos internamente ou importados. A medida está prevista na Lei 15.440/2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União em 26 de junho de 2026.

Fim da exigência de registro no país de origem

Uma das principais mudanças trazidas pela nova legislação é a extinção da exigência de registro prévio no país de origem para medicamentos importados. A partir de agora, produtos nacionais e estrangeiros passam a seguir o mesmo critério: a comprovação da certificação em boas práticas de fabricação, conforme as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A lei altera a Lei 6.360/1976, que regula a vigilância sanitária desses produtos.

Tramitação legislativa

O texto foi sancionado sem vetos e tem origem no PLS 8/2018, de autoria da ex-senadora Ana Amélia. Na Câmara dos Deputados, tramitou sob o número PL 2142/2025. A relatora da matéria foi a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). Após aprovação no Senado Federal, a proposta foi votada e aprovada pela Câmara dos Deputados em maio de 2026.

O que são as Boas Práticas de Fabricação?

De acordo com a senadora Mara Gabrilli, as Boas Práticas de Fabricação organizam todas as etapas do processo produtivo de medicamentos. Entre os aspectos contemplados estão:

  • Instalações físicas e equipamentos utilizados na produção;
  • Materiais e sistemas de controle de qualidade;
  • Higiene e qualificação dos profissionais envolvidos;
  • Documentação e rastreabilidade dos processos.

Impacto para o setor farmacêutico

A nova lei representa um avanço na padronização regulatória do setor farmacêutico brasileiro, equiparando as exigências para produtos nacionais e importados. A medida busca garantir maior segurança sanitária para os consumidores e simplificar o processo de registro junto à Anvisa, eliminando barreiras burocráticas que diferenciavam o tratamento entre fabricantes domésticos e estrangeiros.