O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (27) que o Sistema Único de Saúde (SUS) alcançou marca histórica de 14,9 milhões de cirurgias eletivas realizadas em 2025, representando um recorde nacional.
Nova tabela impulsiona procedimentos
Durante audiência pública na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, Padilha atribuiu o resultado ao programa "Agora tem especialistas", que reformulou o financiamento das unidades de saúde. A nova tabela remunera os hospitais por pacotes completos de atendimento, incluindo consulta, diagnóstico e cirurgia de forma integrada.
"Atingimos o recorde histórico de cirurgias eletivas pelo SUS. Isso é resultado direto da nova tabela, que supera definitivamente a antiga tabela SUS com procedimentos que chegam a ter três vezes maior o valor", declarou o ministro.
Deputado questiona transparência das filas
O deputado Dr. Frederico (Patriota-MG) contestou a ausência de dados atualizados sobre as filas de cirurgias, lembrando que em 2024 havia 1,3 milhão de pacientes aguardando procedimentos. "A gente está no final de maio e não há nenhum dado, nenhuma referência. Esse dado está, para ser bem franco aqui, escondido", criticou.
Em resposta, Padilha negou ocultação de informações e prometeu implementar painéis de acompanhamento nacional, estadual e municipal para monitorar o tempo de espera dos pacientes.
Apoio às instituições filantrópicas
O deputado Rafael Simoes (União-MG) solicitou medidas estruturais para as Santas Casas e hospitais filantrópicos. O ministro pediu apoio parlamentar ao Projeto de Lei 2465/26, que permite uso de recursos do FGTS em operações de crédito para entidades hospitalares filantrópicas.
A deputada Rosangela Moro (União-SP) questionou contratos com a farmacêutica Bioma para compra de insulina, devido a investigações envolvendo o fundo controlador da empresa. Padilha defendeu a legalidade dos contratos, afirmando que não há irregularidades apontadas pela CGU.