O câncer de pulmão representa um dos maiores desafios da saúde pública brasileira, sendo responsável por quase 30 mil mortes anuais no país, segundo dados de 2022 do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Apesar de ocupar a quarta posição entre os tipos mais comuns de câncer, a doença lidera o ranking de mortalidade oncológica mundial.
Diagnóstico tardio compromete tratamento
Durante audiência pública realizada na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, especialistas apontaram o diagnóstico tardio como principal fator responsável pelos altos índices de mortalidade. A detecção precoce da doença é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir o impacto na saúde pública.
Projeto propõe rastreamento no SUS
O deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), relator do Projeto de Lei 2550/24, destacou a necessidade de avanços significativos no diagnóstico precoce. A proposta institui uma política específica de rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde, focando em grupos de risco.
Projeções alarmantes para os próximos anos
As estimativas do Inca para o período de 2023 a 2025 indicam aproximadamente 32.560 novos casos de câncer de pulmão por ano no Brasil. Dos óbitos registrados em 2022, 54% foram homens e 46% mulheres, evidenciando que a doença afeta ambos os sexos de forma significativa.
A implementação de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce do câncer de pulmão no SUS pode representar uma mudança significativa no cenário atual, oferecendo melhores perspectivas de tratamento e redução da mortalidade associada à doença.