A liberdade de voto é um dos pilares da democracia, mas muitos trabalhadores enfrentam pressão no ambiente de trabalho para votar em determinados candidatos. Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) revelam a gravidade do problema: entre as eleições de 2018 e 2022, as denúncias de assédio eleitoral saltaram de 212 para 3.465 casos, um aumento de 1.534%.
Jornada TST dedica episódio ao tema
O 3º episódio da 8ª temporada do Jornada, produção da Secretaria de Comunicação Social do Tribunal Superior do Trabalho (TST), investiga como ocorre o assédio eleitoral no Brasil. O programa apresenta relatos de vítimas, traça um panorama histórico sobre práticas de controle do voto e explica como identificar situações de constrangimento, ameaça ou interferência na liberdade de escolha do trabalhador.
Especialistas e autoridades debatem o problema
O ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), destaca o papel da Justiça do Trabalho no enfrentamento do assédio eleitoral. O juiz Carlos Alberto Pereira de Castro, do TRT da 12ª Região (SC), e o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, explicam como a prática ocorre e quais perfis de trabalhadores são mais vulneráveis.
Raízes históricas: do voto de cabresto ao ambiente corporativo
O episódio também resgata a história do voto de cabresto na Velha República (1889–1930). A historiadora Albene Menezes Klemi explica como os coronéis exerciam controle sobre os eleitores e traça conexões com práticas modernas de coerção política. O programa ainda aborda as consequências legais para quem tenta interferir na liberdade de voto, incluindo multas, prisão e outras penalidades previstas na legislação eleitoral.
Eleições 2026 tornam o debate ainda mais urgente
Com as Eleições Gerais de 2026 marcadas para 4 de outubro, o episódio chega em momento de crescente atenção ao tema. Os episódios completos do Jornada estão disponíveis no canal oficial do TST no YouTube e na programação da TV Justiça.