A Agência Câmara dos Deputados se consolidou como fonte primária de informação para a cobertura do Congresso Nacional, segundo pesquisa do jornalista Tiago Miranda, que resultou em livro publicado pelas Edições Câmara.
Evolução em 25 anos de atuação
Criada em 2000 para servir como fonte primária para veículos que cobrem o Congresso, a Agência Câmara ampliou seu papel ao longo de mais de 25 anos e passou a alcançar diretamente os cidadãos, segundo Miranda em entrevista à Rádio Câmara.
O estudo, intitulado "No centro da notícia: a Agência Câmara como fonte para a cobertura política", foi desenvolvido como dissertação de mestrado pelo repórter, que atua há mais de dez anos na Agência.
Dois perfis de uso pelas redações
A pesquisa identificou dois usos principais do conteúdo produzido pela Agência:
- Grandes veículos com repórteres em Brasília utilizam a Agência Câmara para acompanhar temas fora do plenário, como debates nas comissões
- Veículos regionais, muitas vezes sem estrutura na capital federal, reproduzem as matérias e acrescentam informações locais
Credibilidade reconhecida
Os jornalistas entrevistados avaliam a Agência Câmara como fonte confiável e completa. Miranda destacou que um entrevistado classificou a notícia como "crua e completa", sem tendenciosidade.
"Isso é relevante diante do cenário de desinformação nas redes sociais, onde cada um quer falar para sua própria bolha", afirmou o pesquisador.
Cidadãos são maioria dos assinantes
A pesquisa revelou que os boletins eletrônicos da Agência Câmara são assinados majoritariamente por cidadãos comuns e entidades da sociedade civil. Apenas cerca de 5% dos assinantes são veículos de imprensa.
O livro está disponível para download gratuito na página das Edições Câmara.