O Banco de Talentos "Mulheres na JT" conquistou o terceiro lugar na categoria Direitos da Mulher do 1º Prêmio STM de Justiça e Cidadania Professor Paulo Bonavides – Edição 2026. A premiação, promovida pelo Superior Tribunal Militar (STM), reconhece iniciativas voltadas à promoção da cidadania, da igualdade, dos direitos humanos e da inovação institucional.
O que é o Banco de Talentos
Desenvolvido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), o Banco de Talentos é uma plataforma de conexões profissionais que reúne informações sobre competências, experiências e áreas de interesse das servidoras. A ferramenta facilita a identificação de perfis femininos para projetos, grupos de trabalho, equipes e oportunidades de gestão e liderança.
Equidade de gênero na Justiça do Trabalho
A ministra Morgana Almeida, coordenadora do Comitê de Participação Feminina do TST e do CSJT, recebeu o prêmio na sede do STM, em Brasília, na quarta-feira (19/8). Ela destacou o compromisso do Tribunal com a equidade de gênero por meio de iniciativas concretas capazes de transformar a cultura institucional.
"Temos uma riqueza na Justiça do Trabalho com mulheres de experiências diversas. Dar visibilidade a essa pluralidade ajuda a superar aquela dificuldade, muitas vezes involuntária, de recorrermos sempre às pessoas que já conhecemos ou que já ocupam posições de maior exposição."
Mais de 60 cadastros e crescimento da iniciativa
De acordo com Stefânia Rodrigues de Menezes, assessora da Secretaria-Geral da Presidência e integrante do Comitê de Participação Feminina, o Banco de Talentos já conta com mais de 60 cadastros. O principal objetivo é ampliar a visibilidade das competências das servidoras e sua participação em espaços estratégicos. "Se as mulheres são mais vistas, certamente elas serão mais consideradas para a ocupação dos cargos de liderança", afirmou.
Origem e inspiração da iniciativa
O Banco de Talentos foi concebido, desenvolvido, validado e implementado pelo Comitê de Participação Feminina, com apoio de unidades do TST e inspiração em iniciativa semelhante do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP). Servidoras interessadas podem cadastrar seus currículos na plataforma "Mulheres na JT" e ampliar sua visibilidade dentro da Justiça do Trabalho.