Por: Priscila Pinheiro
Você já sentiu que domina a técnica, possui teses brilhantes e anos de estudo, mas na hora de levar isso para o digital, parece que ninguém está ouvindo? Se a resposta é sim, você não está sozinho. O grande "nó" da advocacia moderna não é a falta de saber jurídico, mas a falta de compreensão sobre um ativo muito disputado: a atenção nas redes sociais.
Na advocacia tradicional, o título e a placa na porta bastavam. Na Nova Advocacia, você não disputa a atenção do seu cliente apenas com o colega advogado. Você disputa o scroll do feed com influenciadores, grandes portais de notícias e o entretenimento. O algoritmo não lê o Vade Mecum; ele lê retenção. Se o seu conteúdo não for estrategicamente embalado, o seu conhecimento técnico será, infelizmente, ignorado.
O Mito do Perfeccionismo
Muitos colegas travam na hora de gravar por buscarem uma perfeição cinematográfica que, curiosamente, afasta as pessoas. Desenvoltura se treina, mas o perfeccionismo paralisa. O cliente que está nas redes sociais busca conexão. Nas minhas palestras, sempre reforço: grave conteúdo como se estivesse realizando uma consulta. A naturalidade e o cotidiano conectam muito mais do que produções engessadas.
O Jogo da Retenção: 4 Formatos Validados
Para que seu conhecimento chegue ao cliente ideal, você precisa escolher o "veículo" certo. Não é sobre dancinhas, é sobre marketing jurídico de alto impacto respeitando 100% o Provimento 205/2021 e o Código de Ética da OAB. Aqui estão os formatos que realmente funcionam:
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Aula (Autoridade Pura): Use slides e a própria televisão do escritório. Mostre que você domina a técnica. Esse formato educa o mercado e posiciona você como um professor na sua área.
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Meia Tela / React (Aproveitando o Hype): Utilize um vídeo que já é viral ou uma notícia do momento e traga a análise jurídica por trás dele. Você pega carona em uma atenção que já existe e demonstra sua expertise de forma dinâmica.
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Revelação na Legenda (Estratégia de Loop): Use um vídeo simples, de bastidores ou cotidiano, com um gancho visual forte, e direcione o conteúdo denso para a legenda. Isso aumenta o tempo de retenção e as visualizações, forçando o algoritmo a entender que seu post é relevante.
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Comparação (Educação por Storytelling): Crie diálogos entre dois cenários ou personagens. O contraste facilita a compreensão de temas complexos e prende a atenção até o final.
O Próximo Nível
Entender esses formatos é entender que o marketing jurídico ético não é sobre "venda", mas sobre utilidade. Quando você embala seu conhecimento técnico de forma estratégica, você deixa de ser "mais um advogado" para se tornar a solução óbvia para o seu cliente.
A faculdade nos ensinou a interpretar as leis, elaborar petições e como se portar em audiências; mas o mercado de trabalho exige que saibamos nos comunicar com a sociedade, ele não perdoa a invisibilidade. É hora de usar a estratégia a seu favor e garantir que seu conhecimento técnico receba a atenção que ele realmente merece.
E você, colega advogado, em qual desses formatos sente que seu conteúdo melhor se encaixa? Vamos levar sua advocacia para o próximo nível.
Priscila Pinheiro
Advogada, Presidente da Comissão de Marketing Jurídico da OAB/Limeira-SP e CEO do Grupo Adali. Formada em Administração de Empresas e Direito, com pós-graduação em Direito do Trabalho, é uma das vozes na intersecção entre Direito, Gestão, Marketing Jurídico Ético e o uso da Tecnologia e para escala na advocacia.
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