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Especialistas pedem inclusão do Pantanal na agenda da COP30 para combate às mudanças climáticas

Especialistas pedem inclusão do Pantanal na agenda da COP30 para combate às mudanças climáticas

Em debate realizado na Câmara dos Deputados, especialistas defenderam a inclusão do Pantanal entre as prioridades da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontecerá em novembro em Belém, Pará. A proposta busca destacar a importância das áreas úmidas no combate às mudanças climáticas.

Áreas úmidas como sumidouros de carbono

Luciana Leite, representante da Fundação para a Justiça Ambiental, destacou que as áreas úmidas, apesar de ocuparem apenas 6% da superfície terrestre, estocam carbono equivalente ao acumulado em todas as florestas tropicais do mundo. Segundo ela, a degradação desses biomas poderia aumentar em 40% as chances de descumprimento da meta de emissões para limitar o aquecimento global a 2°C.

"Quando a gente faz esse apelo pela inclusão das áreas úmidas na agenda climática, é pensando que não apenas as áreas úmidas estão sofrendo a degradação, as consequências da mudança climática, com a seca, com o desaparecimento de água superficial, mas também que, a partir desse impacto das mudanças climáticas, elas deixam de ser sumidouros e estoques de carbono para se tornarem grandes emissores de carbono também", alertou Leite.

Necessidade de legislação específica

Nauê Azevedo, diretor-executivo do Instituto SOS Pantanal, defendeu a aprovação do Projeto de Lei 2334/24, que cria a Lei do Pantanal. Ele lembrou que o Supremo Tribunal Federal declarou omissão da União quanto à proteção legal do bioma e manifestou preocupação com ameaças como o possível retorno do garimpo de ouro à região.

"A gente precisa lembrar que o pantanal precisa ser protegido não apenas porque é o certo a se fazer, mas porque atacar o pantanal da forma como ele vem sendo atacado é basicamente acelerar a nossa extinção", afirmou Azevedo.

Povos indígenas e conservação ambiental

Alice Pataxó, representante do povo Pataxó, ressaltou a importância dos povos indígenas na conservação ambiental. "Não existe proteção de florestas tradicionais brasileiras, se a gente não fala da proteção dos povos tradicionais brasileiros. Nós somos a resposta às questões climáticas", defendeu.

O deputado Nilto Tatto (PT-SP), organizador do debate, propôs encaminhar uma carta da Frente Parlamentar Ambientalista à presidência da COP30 solicitando a incorporação das áreas úmidas nas discussões da conferência.